A carteira de vacinação do gato é o documento em que o veterinário registra cada vacina aplicada: data, nome da vacina, lote, fabricante e a data do próximo reforço, com assinatura e carimbo. É ela que prova a proteção do gato quando o hotel ou a companhia aérea pedir.
Quando vacino um gato em casa, em Belo Horizonte, preencho a carteira ali mesmo, na frente do tutor. O calendário completo, com as idades e os reforços de cada vacina, está na tabela de vacinação para gatos; aqui o assunto é o papel em si: o que precisa constar, como ler e o que fazer quando ele some. Se a carteira do seu gato está atrasada, a vacinação de gatos em casa resolve sem caixa de transporte nem sala de espera.
O que deve constar na carteira de vacinação do gato?
A carteira de vacinação de gatos precisa trazer, para cada dose, a data da aplicação, o nome da vacina, o número da partida (o lote), o fabricante, a dose, a data de fabricação e a validade da vacina, além da data prevista para o reforço. Essa lista mínima está no artigo 6º da Resolução 1.321/2020 do Conselho Federal de Medicina Veterinária, que trata dos documentos emitidos na clínica veterinária.
Na prática, uma carteira bem preenchida tem:
- Dados do gato: nome, sexo, raça ou “sem raça definida”, cor da pelagem, idade real ou estimada e número do microchip, se houver.
- Dados do tutor: nome, endereço e telefone.
- Etiqueta da vacina: o adesivo que vem no frasco, colado no campo da dose, com nome, lote, fabricação e validade.
- Data de aplicação e data do reforço, escritas à mão ou no carimbo.
- Identificação do veterinário: nome completo, assinatura, número do CRMV, endereço e telefone. O meu registro é CRMV-MG 34698.
A mesma resolução diz que a carteira é única e permanente, e que o veterinário deve se recusar a continuar preenchendo uma carteira fora dessas regras. Vacina sem etiqueta, sem assinatura ou sem CRMV vale pouco quando alguém precisar conferir.
Como ler a carteira de vacinação do gato?
Para ler a carteira de vacinação, procure três coisas em cada linha: qual vacina foi dada, quando e quando é a próxima. As vacinas aparecem com nomes diferentes conforme o fabricante, mas se dividem em dois grupos:
| Na carteira | O que é | Contra o quê |
|---|---|---|
| V3, tríplice felina | polivalente | panleucopenia, rinotraqueíte e calicivirose |
| V4, quádrupla | polivalente | as três da V3 e clamidiose |
| V5, quíntupla | polivalente | as quatro da V4 e leucemia felina (FeLV) |
| Antirrábica | vacina isolada | raiva |
Se a coluna do reforço estiver vazia, pergunte. A data do próximo reforço é decisão do veterinário, conforme a idade do gato e o risco de exposição; a WSAVA, associação mundial de veterinários de pequenos animais, orienta os protocolos que seguimos. A diferença entre essas vacinas está explicada em vacina V4 para gato.
Como deve ser realizada a vacinação de gatos?
A vacinação de gatos começa com o exame clínico: só vacino um gato saudável, porque febre ou doença em curso atrapalham a resposta à vacina. Depois do exame, aplico a dose por injeção sob a pele, colo a etiqueta na carteira e anoto o reforço. No filhote, são várias doses com intervalo de semanas até completar a série; no adulto, o reforço periódico. O passo a passo da primeira série está em vacina para gato filhote.
Quando vacinar o gato?
O gato começa a ser vacinado ainda filhote, entre 6 e 8 semanas de vida, segundo as diretrizes da WSAVA, e segue com reforços na vida adulta. A carteira nasce na primeira dose. Gato adotado adulto e sem histórico também recebe carteira nova no primeiro atendimento, e o esquema começa do zero, com as doses que o veterinário indicar.
Quando a carteira de vacinação é exigida?
A carteira de vacinação do gato é exigida sempre que alguém precisa confirmar que ele está protegido. As situações mais comuns:
- Viagem de avião ou ônibus: a vacina antirrábica em dia é o documento básico, junto do atestado de saúde. Para sair do país, o Ministério da Agricultura lista as exigências de cada destino.
- Hotel para gatos e cat sitter: um hotel sério pede a carteira em dia.
- Castração e cirurgias: a clínica quer saber se as vacinas estão atualizadas antes da anestesia.
Se a viagem está marcada, veja o que mais precisa ser feito em atestado de saúde para viajar com gato, porque cada etapa tem prazo.

Perdi a carteira de vacinação do gato: e agora?
Se você perdeu a carteira de vacinação, peça uma segunda via ao veterinário ou à clínica que aplicou as vacinas, que guarda o registro de cada dose no prontuário do gato. Quando não há registro nenhum, o caminho é avaliar o gato e recomeçar o esquema; vacinar de novo é mais seguro do que contar com uma dose que ninguém consegue provar.
Para não perder de novo, fotografe todas as páginas depois de cada vacina e guarde as fotos numa pasta do celular.
Carteira de vacinação digital vale?
A carteira digital vale quando traz as mesmas informações da de papel: vacina, lote, fabricante, datas e a identificação do veterinário com CRMV. Para viagem, confirme com a companhia se ela aceita o formato digital ou se exige o papel assinado.
A antirrábica da campanha entra na carteira?
A vacina antirrábica gratuita da campanha da Prefeitura de Belo Horizonte costuma vir com um comprovante próprio, e vale guardar esse comprovante junto da carteira. Na próxima consulta, o veterinário pode anotar a dose na carteira do gato, com a data e a origem. Onde e quando vacinar de graça na cidade está em vacina antirrábica para gato.
Carteira em dia sem sair de casa
Atendo só gatos, em domicílio, na Savassi, em Lourdes, no Funcionários, no Santo Agostinho, na Serra, no Belvedere, no Mangabeiras e em outros bairros do Centro-Sul de Belo Horizonte. Na visita, examino o seu gato, aplico as vacinas que faltam e deixo a carteira preenchida, com etiqueta e reforço anotados. Fale comigo pelo WhatsApp e mande uma foto da carteira atual: eu digo o que está faltando.
